May 29th, 2012
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar do seu jardim
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim.
Nando Reis  (via antigas-cartas)

(Source: cordialmente, via antigas-cartas)

(Source: pur3za, via r-imel)

(Source: ex-poeta, via r-imel)

Tem quinze anos. Quinze anos! é a idade das primeiras palpitações, a idade dos sonhos, a idade das ilusões amorosas, a idade de Julieta; é a flor, é a vida, e a esperança, o céu azul, o campo verde, o lago tranqüilo, a aurora que rompe, a calhandra que canta, Romeu que desce a escada de seda, o último beijo que as brisas da manhã ouvem e levam, como um eco, ao céu.
Machado de Assis  (via antigas-cartas)

(Source: cavaloscalados, via antigas-cartas)

Eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre.
Tati Bernardi  (via delicada-mente)

(Source: felicidadestampada, via delicada-mente)

E aí, você vai dizer pros teus amigos que já esqueceu. Vai declarar pra meio mundo que já não sente mais nada. E pra provar isso, vai deletar as SMS e o número do celular dele da sua agenda. Vai deletar a música de vocês do seu computador e vai evitar ouvir. Vai parar de escrever coisas pra ele. Não vai mais andar na rua tendo aquela ponta de esperança achando que vai encontrá-lo. Vai sorrir e não se importar quando falarem dele. Vai lembrar a todos, todos os dias que ele não te afeta mais. Não vai procurar, não vai ligar. Vai esquecer tudo o que vier dele; os textos, apelidos carinhosos, momentos, risadas, brigas. Vai deletar as fotos dele do seu celular. Vai parar de esperar alguma ligação ou SMS de madrugada. Não vai mais pensar nele antes de dormir ou ao acordar. Vai ser indiferente quando algum amigo dele perguntar se você sente falta. Não vai mais arrepiar ao ouvir a voz dele ou esperar ansiosa pra que ele diga que sentiu sua falta. Você vai desapegar. Vai parar de sentir, literalmente. Vai convencer a ele e a todos de que você já superou. E vai continuar assim, até que você consiga convencer a pessoa mais importante disso tudo.
Você.
Desconhecido (via ornitorrincos)

(Source: c-amouflage, via incertacerteza)

(Source: famous-gallery, via cantura)

(Source: demoropodepa, via ela-diz-amor)

Tomara que apesar dos pesares, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de ser feliz.

Confesso: tenho gostos absurdos, desejos insanos, sonhos imensos, verdades confusas, mentiras sinceras, segredos a mostra. Apesar do que pesa sobre mim, tenho um prazer absurdo em sentir gostos de coisas aparentemente insípidas.

Existe uma bipolaridade positiva em meu ser, se é que isso não soa ambíguo demais. Gosto desgostando. É como odiar a sociedade por suas futilidades, mas, render-se a maioria delas. São tentações, coisas que raramente consigamos resistir. Não nego, não omito. Vivo.

Só gostaria mesmo de saber se existe gosto mais gostoso que o sabor de um abraço bem dado. Acredito que toda forma de carinho seja valida. Beijos, olhares, carícias, mas, ainda assim, gostaria de saber: existe gosto mais gostoso que o sabor de um abraço bem dado?

Abraços são trocas de energias que entram na mesma sintonia com o aproximar dos corações. Braços em forma de circunferências quase perfeitas que só têm um objetivo: Fazer-se sentir.

Odeio a banalização do abraço. Odeio saciar convenções impostas com o objetivo de me fazer gastar abraços bem dados. Aperto as mãos, gasto menos calor, menos energia, poupo meus abraços para quem julgar merecer.

A gente vive dias de cão. Uns de raça, outros vira-lata. A gente valoriza o couro depois que lhes colocam uma marca. A gente se apaixona pela forma que ganha o algodão através de uma etiqueta, um bordado, uma estampa. A gente enlouquece por muito, que, às vezes, é muito pouco.

Repito: É como odiar a sociedade por suas futilidades, mas, render-se a maioria delas. O mundo é capitalista, alguns justificariam assim. Mas a questão não é essa. A questão é o meu prazer por coisas aparentemente insípidas. Ganhos simbólicos.

Existe todo um regozijar-se por ouvir: “lembrei de você” “senti sua falta” “como você está?”. Existe todo um prazer por detrás da importância que temos para as pessoas. As pessoas de verdade. As importações de verdade.

Uma lição já tirei da vida: tem que valer a pena. Não importa o quê, não importa quem. Têm que valer a pena. Se viver é isso que fazemos todos os dias do acordar ao pegar no sono, veementemente afirmo: tem que valer a pena.

Pra mim, voar é sair do chão mesmo que meus pés ainda permaneçam em terra. E, hoje, a vida tem que me fazer voar, mesmo que o destino de tudo que suba seja descer. Descer nem sempre significa cair. Existem suaves pousos e pousos de emergência. Pousos forçados e pousos em queda livre. Existe sabor até no cair.

(O último parágrafo foi escrito dentro do que couber num abraço. Dentro dos universos que são transformados instantaneamente ao senti-lo. Consegue lê-lo?)

Matheus Rocha (via neologismo)